A Liga Stopira está de volta. A competição juvenil inicia no próximo sábado, 15 de agosto, a sua 14.ª edição, reunindo 16 equipas nos escalões Sub-11 e Sub-13 e reforçando o seu papel como uma das iniciativas de referência na formação de jovens futebolistas em Cabo Verde.
Durante cerca de três meses, sempre aos fins de semana, jovens de diferentes bairros da cidade da Praia e de várias localidades do interior de Santiago terão a oportunidade de competir, ganhar experiência e desenvolver as suas capacidades dentro das quatro linhas.
Mais do que uma competição de futebol, a Liga Stopira assume também uma importante dimensão social. O projeto procura proporcionar aos jovens uma alternativa saudável, através do desporto, contribuindo para a prevenção da delinquência juvenil e para a promoção de valores como disciplina, respeito, responsabilidade e espírito de equipa.
Mais oportunidades para chegar ao futebol sénior
Segundo o mentor da competição, Ivanir Barreto, conhecido no meio desportivo por Barusco, um dos principais objetivos da Liga Stopira é proporcionar aos jovens mais minutos de competição e uma preparação mais sólida para o futuro.
A ideia é simples: quanto mais jogos e experiências competitivas os jovens tiverem durante a formação, melhor preparados estarão quando chegarem aos escalões superiores.
Ao longo das suas 14 edições, a competição já serviu de palco para vários jovens que posteriormente encontraram oportunidades no futebol nacional e internacional. De acordo com a organização, jogadores que passaram pela Liga Stopira chegaram a representar Cabo Verde em competições internacionais e outros prosseguiram as suas carreiras em Portugal.
Futebol como ferramenta de inclusão
Um dos aspetos mais importantes da Liga Stopira é precisamente a sua capacidade de aproximar o futebol das comunidades.
A competição envolve equipas provenientes de diferentes bairros da Praia e do interior de Santiago, incluindo zonas particularmente vulneráveis a fenómenos de delinquência juvenil.
Neste contexto, o campo de futebol transforma-se num espaço de convivência, aprendizagem e construção de oportunidades para crianças e adolescentes.
A mensagem deixada por Barusco aos jovens resume a filosofia do projeto: apostar no desporto, persistir e manter-se afastado da delinquência.
“Não abandonem e continuem, porque o futuro só depende de vocês.”
16 equipas preparadas para entrar em campo
A edição deste ano conta com a participação de 16 equipas, entre escolas de futebol, academias e projetos de formação.
Entre os participantes estão ERFSOD, Escola de Futebol de Achada Grande, Escola de Futebol Formação Fidjus Fazenda, Academia Aliança, Sinos E.F.C., TMT, ADECS, Bola Pra Frente, Escola Tropa, EIDAG-Estoril, Akademia Disportiva DND, Escola de Iniciação Desportiva Criolinho, FEPIF, Escola de Futebol Achadinha JUD e Associação Desportiva Bela Vista.
A organização pretende aproveitar mais uma edição para identificar novos talentos e continuar a criar condições para que jovens futebolistas possam evoluir.
Falta de apoios continua a ser desafio
Apesar do impacto alcançado ao longo dos anos, a Liga Stopira continua a enfrentar dificuldades financeiras.
O mentor da competição lamenta a falta de apoios, explicando que o projeto tem sido sustentado essencialmente através da contribuição de amigos, familiares, conhecidos e algumas instituições.
Ainda assim, a organização mantém a ambição de melhorar o trabalho desenvolvido e continuar a transformar a competição numa verdadeira plataforma de desenvolvimento do futebol jovem cabo-verdiano.
Uma fábrica de talentos para o futuro
Com 14 edições, a Liga Stopira demonstra que o futebol juvenil pode ser muito mais do que resultados e troféus.
É também uma ferramenta de formação, inclusão social e criação de oportunidades.
Num país onde o futebol representa uma das principais paixões dos jovens, projetos desta natureza podem desempenhar um papel fundamental na descoberta e preparação da próxima geração de futebolistas.
/Inforpress/
/BC Sports TV/

















